quinta-feira, 28 de maio de 2009

Documentário: O espiritismo no Brasil

Storyboard do documentário

Folha 1 do storyboard




Folha 2 do storyboard

Roteiro: O Espiritismo no Brasil

Para o documentário pretendo fazer os seguintes blocos:

1) Um bloco falando dos números de adeptos do espiritismo no Brasil e o porquê desses números, mencionando o papel desempenhado por Chico Xavier, Bezerra de Menezes e Divaldo Franco. Esse bloco deve ter a duração de mais ou menos 40 segundos. Ele chama para a pergunta: “O que é o espiritismo?”. Usar imagens dos personagens mencionados. Narração off.
2) Nesse bloco, que deve ter uma duração de uns dois minutos, eu falarei sobre o papel de Allan Kardec, codificador da doutrina. Porque ele resolveu estudá-la, quais foram suas obras principais e que princípios básicos prega o espiritismo. Lembrar que os princípios morais seguiem o evangelho de Jesus. Usar imagens de Kardec e Jesus, bem como da capa de livros básicos da codificação espiritista. Narração off.
3) Falar sobre o papel do médico Bezerra de Menezes na unificação do movimento espírita brasileiro e o que o torna tão invulgar a ponto de ser chamado de Kardec brasileiro. Usar foto do personagem. Mais ou menos 40 segundos. Narração off.
4) Descrever um pouco da trajetória de Chico Xavier, médium que psicografou mais de 400 livros e popularizou o espiritismo no Brasil. Sem dúvida é o grande responsável por sermos a maior nação espírita do planeta. Mais 40 segundos. Serão usadas fotos do médium. Narração off.
5) Entrevista com Ivan Bomfim Silva, coordenador da evangelização de pais da Sociedade Espírita Ramatís. Ele fala sobre a importância de Chico Xavier para o movimento espírita. 30 segundos de gravação
6) Esse pequeno bloco fala sobre as atividades sociais dos centro espíritas no Brasil, consolando milhares de pessoas, com passe, curas mediúnicas, distribuição de alimentos etc. Utilização de fotos. Mais ou menos 20 segundos. Narração off.
7) Depoimento de Ivan Bomfim dizendo porque é espírita. Mais ou menos 50 segundos.
8) Tela final com a foto de Chico Xavier e um trecho da música Adágio nº6 de Albinoni.

Cronograma:

Domingo, dia 24: coleta de informação para o documentário e de imagens
Segunda,dia 25: entrevista com Ivan Bomfim e gravação dos áudios
Terça, dia 26: Edição do documentário e publicação no YouTube para testes.
Quinta, dia 28: Publicação no blog do documentário

Sinopse: O espiritismo no Brasil

O Brasil é a maior nação espírita do mundo com mais de 20 milhões de seguidores, sem contar com os milhões de simpatizantes. Esses números expressivos se devem ao trabalho de personagens como Bezerra de Menezes, Divaldo Pereira Franco e Chico Xavier. Mas o que é e o que prega o espiritismo? É o que o documentário O espiritismo no Brasil pretende mostrar.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Meu personagem da semana: a Tijuca

Falar sobre a Tijuca – onde moro – e citar os tiroteios, roubos de carro, assaltos a pedestres, moradores de rua, vias esburacadas, desordem urbana é um senso comum. Todos os jornais, quando escrevem sobre este bairro localizado na zona norte do Rio, utilizam esse clichê de “ex-sonho de consumo da classe média carioca que agora vive no caos”.

Dizer que a Tijuca é um bairro coberto de serviços, bancos, metrô e ônibus, perto do centro, e, além disso, que nomeia a maior floresta urbana do mundo, também é senso-comum. A Tijuca não é um senso-comum, ela é um sentimento. Diz a lenda urbana que o escritor Nelson Rodrigues disse: “Você pode sair da Tijuca, mas a Tijuca nunca sairá de você”. Outros creditam a frase ao compositor Aldir Blanc. A propósito, Aldir é morador da Muda, uma extensão da Tijuca e freqüenta o bar da Dona Maria, na rua Garibaldi, quase esquina com Conde de Bonfim.

A questão é que ser tijucano é um modo de vida. Um pouco conservador, talvez, mas acima de tudo apegado à tranquilidade confortável, que define esse lugar. Não existe outro bairro no Rio com um epíteto. Moradores orgulhosos do Leblon, da Barra, de Ipanema, da Gávea, de Quintino, de Copacabana, de Realengo, do Grajaú e de Vaz Lobo são apenas moradores desses bairros. O tijucano é tijucano. Não importa se vendeu seu três quartos na Rua Antonio Basílio para morar num “apertamento” quarto e sala em alguma viela da Barra da Tijuca. Ele é e sempre será um tijucano. Do tipo ressentido, mas ainda assim tijucano.

E por citar Nelson Rodrigues, ele foi morador por muitos anos da Tijuca, ou de extensões do bairro. Nasceu em Olinda, foi para Recife, mas se criou, desde menino, na Rua Alegre: uma pequena via que liga a Avenida Maxwell até a Praça Varnhagen. Na época de Nelson, o bairro chamava-se Aldeia Campista. Era a época em que os bairros ainda se chamavam Aldeia Campista e as ruas recebiam nomes de adjetivos. Hoje a rua se chama Almirante João Candido Brasil e fica no limite entre Tijuca, Vila Isabel e Maracanã.

Depois Nelson mudou-se com a família para a Rua Clovis Beliláqua, que começa na rua José Higino e termina na Conde de Bonfim. Mudou-se novamente com os pais para Copacabana, mas quando casou com Elsa, sua primeira esposa, foi de novo para o limite da Tijuca com o Andaraí, na Rua Agostinho Menezes, que começa na rua Barão de Mesquita e termina na Avenida Maxwell. Aliás, como nos conta Ruy Castro, em O Anjo Pornográfico, foi na Rua Agostinho Menezes que um vizinho traído surrou a mulher, que, se o maltratava diuturnamente, passou a amá-lo depois que apanhou. Por isso Nelson Rodrigues dizia, com o que não concordo em absoluto, que nem toda mulher gosta de apanhar, só as normais.

Mas a tijuca não é só Nelson Rodrigues. É também Aldir Blanc, Moacir Luz e Tim Maia. Por falar nele, Roberto e Erasmo Carlos não seriam mesmo não fossem as reuniões tijucanas no início de carreira que faziam com Tim. A história da música popular brasileira passa pelas ruas da Tijuca. Tanta vocação para a posteridade inspirou o cineasta Vinicius Reis – paulistano de nascimento, mas tijucano de criação – a filmar o longa-metragem “Praça Saens Pena”, com Chico Diaz e Maria Padilha. O filme ainda entrará em circuito, mas os tijucanos estamos ansiosos para ver nosso bairro retratado nas telonas.


Mas a Tijuca não é só música, nem literatura. Já fomos a segunda Cinelândia do Rio. Hoje, temos apenas o cinema do Shopping Tijuca, que pelo menos passou por uma reforma e construiu salas descentes. Faltam também bons teatros. Temos apenas o Ziembinski, que é pequeno e mal utilizado. Além, é claro da violência urbana. O trânsito também está caótico e o metrô não dá vazão a tanta gente. Uma cantilena de problemas que acabaria por desdizer tudo o que escrevi até aqui. Apesar disso e por ser tão complexa e plural, a Tijuca é ela mesma um personagem. Eu não saio dela, nem ela de mim. 

Paro por aqui, pois estou com preguiça... E por falar nisso, lembrei de uma música bem apropriada do tijucano Tim Maia: sossego. Aproveitem!

terça-feira, 19 de maio de 2009

Editando com o Irfanview fotos da Baía de Sepetiba

Eu nunca tinha utilizado o programa Irfanview, mas não encontrei nenhuma dificuldade relevante ao usá-lo pela primeira vez. Embora eu não seja um usuário avançado do photoshop, possuo alguma experiência em utilização de imagens para a internet e por isso ficou mais fácil usar o Irfanview. Foi só seguir a mesma lógica dos outros programas.

As fotos que escolhi foram tiradas no município de Mangaratiba, há cerca de um mês. Eu viajei por motivos profissionais, mas aproveitei para fazer algumas fotos desse local paradisíaco: a Baía de Sepetiba. Espero que gostem.

Atualização:o único problema que tive foi em fazer com que a segunda imagem ficasse exatamente onde eu queria. Precisei editar diretamente no HTML, o que me soou muito jurássico.

Áudio para Curso de Jornalismo 2.0

 Rafael Maia - Audio de Rafael Maia